Anvisa amplia opções de canetas para diabetes e obesidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou em 2026 a oferta de medicamentos injetáveis utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade no Brasil. Ao todo, 12 novas canetas foram aprovadas neste ano, sendo dez à base de semaglutida e duas de liraglutida. A expansão ganhou força após o fim da exclusividade da semaglutida, princípio ativo conhecido principalmente pelo Ozempic, abrindo espaço para genéricos e similares. Especialistas alertam, no entanto, que os medicamentos não são necessariamente intercambiáveis e devem ser utilizados com acompanhamento médico.
Entre as novidades estão Ozivy, Semavy, Owozy, Zempneo, Seemasun, Orsema, Semaclique e Yluméc, além de versões genéricas de semaglutida produzidas por EMS e Germed. A maior concorrência também pode reduzir os custos do tratamento: enquanto o Ozempic é encontrado por valores próximos de R$ 1 mil, o Ozivy chegou ao mercado com preços anunciados entre R$ 452 e R$ 498. Pela legislação brasileira, medicamentos genéricos devem ter preço pelo menos 35% inferior ao produto de referência. A liraglutida também ganhou duas novas versões genéricas, destinadas ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Apesar do aumento das alternativas, médicos destacam que a escolha não deve considerar apenas preço ou potencial de emagrecimento. Diagnóstico, doenças associadas, efeitos colaterais, frequência das aplicações e capacidade de manter o tratamento a longo prazo precisam ser avaliados. Enquanto a liraglutida geralmente exige aplicação diária, semaglutida e tirzepatida costumam ser administradas semanalmente. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, continua protegida por patente e, por enquanto, o medicamento da Eli Lilly permanece como a única opção aprovada pela Anvisa com essa substância no país.
Com informações: Notícias ao Minuto





