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Geração Z lidera consumo de ultraprocessados no Brasil

Os brasileiros de 16 a 24 anos são os que mais consomem alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, frituras e doces no país, segundo pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus. O levantamento aponta que 52% dos jovens ingerem produtos como salsicha, linguiça, presunto, macarrão instantâneo e salgadinhos em três ou mais dias da semana, contra 33% da população pesquisada. O consumo diário de ultraprocessados chega a 17% nessa faixa etária, enquanto entre pessoas com 60 anos ou mais o índice é de apenas 4%.

O estudo também identificou outros hábitos que podem representar riscos à saúde. Entre os jovens, 52% consomem bebidas açucaradas pelo menos três vezes por semana, 42% ingerem frituras e 39% comem doces com a mesma frequência. Além disso, 37% relatam consumo de álcool de um a dois dias por semana e 41% já estão acima do peso considerado ideal. Dados de um recorte anterior da pesquisa mostram ainda que 19% dos jovens são fumantes ativos, incluindo usuários de dispositivos eletrônicos, e 37% estão expostos ao fumo passivo. Especialistas ressaltam que a exposição prolongada a determinados fatores de risco pode ter impactos futuros, embora a pesquisa não estabeleça relação direta de causa e efeito entre os hábitos identificados e o desenvolvimento de câncer.

Apesar dos indicadores, os jovens apresentam a melhor percepção sobre a própria condição de saúde: 68% dos entrevistados entre 16 e 24 anos consideram sua saúde ótima ou boa, contra 59% da amostra total. O contraste chama atenção para a importância da prevenção e da adoção de hábitos mais saudáveis desde cedo. Entre os produtos analisados, as carnes processadas são classificadas pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, no grupo de agentes para os quais existem evidências suficientes de capacidade de causar câncer em humanos. A classificação, porém, indica a força da evidência científica e não significa que todos os agentes do grupo apresentem o mesmo grau de risco.

Com informações: Exame

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