Mercado ilegal de sementes preocupa setor agrícola
O avanço do comércio ilegal de sementes pode ganhar força diante das dificuldades enfrentadas por produtores rurais em diversas regiões do país. O alerta é da CropLife Brasil, que aponta que a combinação de endividamento, margens de lucro reduzidas e perdas provocadas por eventos climáticos torna agricultores mais vulneráveis à compra de sementes de origem irregular, atraídos por preços mais baixos. O cenário é considerado especialmente delicado no Rio Grande do Sul, estado que acumula prejuízos causados por estiagens, enchentes e quebras de safra.
Segundo a entidade, a pirataria de sementes representa um dos principais desafios para a cadeia produtiva, afetando empresas que atuam dentro da legislação e reduzindo investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas tecnologias para o agronegócio. Diante desse cenário, a CropLife Brasil intensificou ações de conscientização junto aos produtores e reforçou o diálogo com órgãos de fiscalização para combater o comércio ilegal e ampliar a segurança no mercado de sementes.
Levantamento realizado pela CropLife Brasil em parceria com a consultoria Celeres estima que, em 2024, cerca de 11% das sementes de soja utilizadas no Brasil eram de origem ilegal, índice que chegava próximo de 30% no Rio Grande do Sul. O estudo aponta que a pirataria gera um impacto econômico de aproximadamente R$ 10 bilhões por ano em toda a cadeia produtiva e pode reduzir em até 17% a produtividade das lavouras, além de provocar perdas na arrecadação de impostos e comprometer o crescimento do setor agropecuário.
Com informações: CNN Brasil





