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Óculos com IA aumentam debate sobre privacidade

A expansão de dispositivos vestíveis equipados com inteligência artificial está abrindo caminho para uma possível era pós-smartphone, mas também intensificando preocupações relacionadas à privacidade. Entre os produtos que mais despertam atenção estão os óculos inteligentes, capazes de utilizar câmeras, microfones e recursos de IA para interpretar o ambiente e interagir com o usuário. Os modelos Ray-Ban Meta estão no centro desse debate, principalmente pelo receio de que pessoas possam ser filmadas ou ter conversas registradas sem perceber ou autorizar.

A preocupação já provoca reações em diferentes países e setores. Estabelecimentos no Reino Unido passaram a restringir o uso de óculos inteligentes, enquanto questões envolvendo privacidade e consentimento também chegaram ao campo jurídico. Diante da resistência, fabricantes buscam alternativas capazes de conciliar os benefícios da inteligência artificial com maior proteção aos usuários e às pessoas ao redor. O mercado experimenta diferentes formatos, incluindo óculos, broches, pingentes e pequenos gravadores, enquanto empresas avaliam maneiras de tornar essas tecnologias menos invasivas e mais confiáveis.

A disputa ocorre em meio à tentativa das gigantes de tecnologia de encontrar uma nova plataforma de computação capaz de complementar ou, no futuro, reduzir a dependência dos smartphones. A Samsung, por exemplo, planeja ingressar no segmento de óculos inteligentes por meio de parcerias, embora não considere que esses dispositivos devam substituir imediatamente os celulares. Para especialistas e executivos do setor, a confiança do público será decisiva para o avanço da tecnologia, já que recursos como câmeras, microfones e sensores constantemente disponíveis podem representar tanto o principal diferencial dos dispositivos com IA quanto um dos maiores obstáculos à sua popularização.

Com informações: Folha de São Paulo

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