PACIENTES COM FRATURAS DESVIADOS: Fechamento de portas no Hugo e Hugol força doentes a peregrinarem até o colapso nas UPAs

O sofrimento de quem busca socorro médico em Goiás ganhou contornos dramáticos nesta semana. Denúncias que chegaram ao Goiás24Horas mostram que pacientes vítimas de traumas agudos, incluindo fraturas expostas e lesões ósseas graves, estão sendo sumariamente barrados e orientados a deixar as principais referências de urgência do Estado — o Hugo e o Hugol — para buscar socorro em outros locais por conta própria.
Essa mudança de postura provocou uma peregrinação humilhante entre hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Sem receber atendimento nos centros de trauma estaduais, os cidadãos circulam em desespero pelas ruas de Goiânia e Aparecida de Goiânia, sobrecarregando as estruturas municipais, que não comportam a alta complexidade cirúrgica e ortopédica exigida por esses casos.
O pano de fundo desse cenário é a política adotada pela gestão Daniel Vilela para esconder a precariedade do sistema. Diante da repercussão negativa de imagens de corredores lotados, a diretriz passada aos hospitais foi esvaziar as áreas de circulação, despachar doentes para as suas residências e colocar seguranças nos corredores para vigiar e impedir o uso de celulares por parte de quem tenta registrar a negligência.
Em vez de ampliar leitos e equipes médicas para acolher a demanda, os pacientes são redirecionados para as UPAs municipais e forçados a encarar a fila da regulação, onde quase 100 mil pessoas agonizam à espera de um leito cirúrgico ou internação.





