IA pode ajudar carne bovina a permanecer vermelha por mais tempo
Pesquisadores da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, estão utilizando inteligência artificial para identificar bactérias que podem contribuir para que a carne bovina fresca mantenha a coloração vermelha por mais tempo. O estudo combina aprendizado de máquina e dados de DNA para analisar o microbioma da carne e descobrir quais microrganismos estão relacionados à estabilidade ou à perda da cor. A questão tem impacto direto no comércio, já que o escurecimento pode levar consumidores a rejeitarem produtos que ainda apresentam condições adequadas para consumo.
A equipe pretende selecionar entre cinco e dez bactérias consideradas mais promissoras para posteriormente submetê-las a novas etapas de validação. A pesquisa busca compreender quais microrganismos naturalmente presentes na carne podem favorecer a manutenção de sua aparência. Segundo dados citados pela Universidade do Arkansas, com base no Arkansas Beef Council, a indústria de carne bovina dos Estados Unidos registra perdas estimadas em US$ 3,7 bilhões por ano com produtos vendidos por preços menores ou descartados devido à mudança de coloração antes do fim da validade.
Além de reduzir desperdícios, os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de formas mais naturais de conservação, dentro do conceito conhecido como “clean label”. A proposta é avaliar a possibilidade de aproveitar bactérias benéficas presentes naturalmente na carne para preservar suas características, reduzindo a dependência de conservantes químicos sintéticos. Com duração prevista de um ano e financiamento de US$ 20 mil do Arkansas Beef Council, o projeto deverá gerar dados preliminares para pesquisas futuras sobre conservação, vida útil e valorização da carne bovina.
Com informações: Compre Rural





