Hábitos saudáveis ajudam, mas não garantem prevenção da demência
Adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, manter a mente ativa e cuidar da saúde cardiovascular pode reduzir o risco de desenvolver demência, mas especialistas alertam que essas medidas não garantem a prevenção da doença. Pesquisas internacionais apontam benefícios das mudanças no estilo de vida, porém os efeitos observados até agora são modestos e ainda não há comprovação de que essas intervenções sejam capazes de impedir o surgimento da demência, incluindo a doença de Alzheimer.
Estudos como o FINGER, realizado na Finlândia, e o POINTER, nos Estados Unidos, demonstraram pequenas melhorias no desempenho cognitivo de participantes que seguiram programas intensivos de alimentação saudável, atividade física, estímulos mentais e acompanhamento médico. Apesar dos resultados positivos, pesquisadores ressaltam que os ganhos foram discretos e não houve redução comprovada na incidência da doença. Além disso, fatores como genética, envelhecimento, acesso à educação, poluição do ar e condições socioeconômicas também influenciam significativamente o risco de demência.
A expectativa é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgue novas diretrizes sobre prevenção da demência ainda neste mês, enquanto especialistas defendem que políticas públicas e ações coletivas tenham papel central na redução dos fatores de risco. Mesmo sem garantias, médicos reforçam que manter hábitos saudáveis continua sendo uma das melhores estratégias para preservar a saúde do cérebro, além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Com informações: Nature





