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Fibromialgia afeta cerca de 6 milhões de brasileiros

Cerca de 6 milhões de brasileiros convivem com a fibromialgia, o equivalente a aproximadamente 3% da população, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A condição atinge principalmente mulheres: estudo publicado no Brazilian Journal of Pain aponta uma proporção de 5,5 mulheres para cada homem diagnosticado, com maior ocorrência entre 35 e 60 anos. Caracterizada por dores espalhadas pelo corpo, fadiga persistente, alterações no sono e dificuldades de concentração, a doença ainda é cercada por desinformação e preconceito.

Um dos desafios está no diagnóstico, já que a fibromialgia geralmente não provoca alterações evidentes em exames laboratoriais ou de imagem. Por isso, pacientes podem passar anos buscando explicações para os sintomas. Para o diagnóstico, manifestações como dor difusa e cansaço devem persistir por pelo menos três meses e precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. Embora não exista cura, especialistas destacam que o tratamento adequado pode reduzir os sintomas e melhorar significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida.

O cuidado vai além do uso de medicamentos e pode envolver atividade física regular, acompanhamento psicológico, melhoria do sono, controle do estresse e mudanças no estilo de vida, além de uma abordagem multidisciplinar. No Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e a equipes formadas por diferentes profissionais ainda é considerado um desafio. Especialistas também reforçam a importância de combater o descrédito enfrentado pelos pacientes e ampliar a compreensão sobre uma doença que, apesar de não provocar deformidades ou lesões estruturais, pode comprometer de maneira significativa a rotina profissional, familiar e social.

Com informações: CNN Brasil

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