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Estudo aponta crédito rural em áreas com alertas ambientais

Um levantamento divulgado pelo MapBiomas revelou que cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que possuem alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Ao todo, foram identificadas 831 mil operações nessas condições, somando R$ 92,4 bilhões. O estudo destaca, porém, que a existência de um alerta ambiental não significa, necessariamente, que o financiamento tenha sido concedido de forma irregular.

Segundo o Monitor do Crédito Rural, o volume total de recursos públicos liberados no período alcançou R$ 613,18 bilhões. Entre mais de 400 instituições financeiras que operam crédito rural no país, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul concentram aproximadamente 60% do montante financiado. O Banco do Nordeste liderou em número de contratos, enquanto o Banco do Brasil foi responsável pelo maior volume de recursos liberados.

O levantamento também explica que o Código Florestal permite a supressão de vegetação em situações autorizadas por lei e que apenas áreas oficialmente embargadas por órgãos ambientais têm restrição para acesso ao crédito rural. Em resposta ao estudo, Banco do Brasil e Banco do Nordeste afirmaram que seguem rigorosamente a legislação vigente, utilizam ferramentas de monitoramento socioambiental e realizam análises contínuas para impedir financiamentos em áreas com impedimentos legais, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a conformidade ambiental.

Com informações: Agência Brasil

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