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Estrelas Michelin: como uma fabricante de pneus virou referência na gastronomia

Conhecida mundialmente pela fabricação de pneus, a Michelin também construiu uma história de enorme influência na gastronomia. A ligação entre os dois setores começou na França, em 1900, quando os irmãos André e Édouard Michelin, fundadores da empresa, decidiram criar um guia para incentivar os motoristas a viajar mais. A estratégia tinha um objetivo comercial: quanto mais quilômetros os automóveis percorressem, maior seria o desgaste dos pneus e, consequentemente, a necessidade de substituí-los.

O primeiro Guia Michelin era distribuído gratuitamente e reunia informações úteis para quem pegava a estrada, como mapas, oficinas, postos de combustível, hotéis e locais para fazer refeições. Com o crescimento do número de automóveis e das viagens, as recomendações de restaurantes passaram a despertar cada vez mais interesse. Em 1926, o guia começou a conceder estrelas aos estabelecimentos que se destacavam pela qualidade da cozinha e, posteriormente, adotou o sistema de uma, duas e três estrelas.

Com o passar das décadas, as estrelas Michelin se transformaram em uma das maiores referências da gastronomia mundial. Uma estrela reconhece uma cozinha de alta qualidade que merece uma parada; duas indicam uma experiência excelente que justifica um desvio na viagem; e três representam uma cozinha excepcional, considerada digna de uma viagem especial. Assim, uma estratégia criada originalmente para estimular o uso dos automóveis e aumentar a venda de pneus acabou dando origem a um dos sistemas de avaliação de restaurantes mais prestigiados do mundo.

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