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Empresária goiana de 29 anos fecha negócio de R$ 100 milhões no setor mineral

A empreendedora goiana Isadora Coimbra, de 29 anos, vem ganhando destaque no setor mineral brasileiro ao desenvolver um modelo de negócios voltado à pesquisa e à estruturação de projetos de mineração, sem atuar diretamente na extração dos recursos. Fundadora da Odora Minerals, criada há cerca de oito anos, a empresária transformou sua experiência na empresa familiar, que atua na compra e venda de minérios, em uma oportunidade de inovação. Após conhecer de perto os impactos ambientais das operações mineradoras, decidiu investir na identificação de áreas com potencial mineral, realizando estudos técnicos e processos de regularização para posteriormente negociar os projetos com empresas do setor. A estratégia resultou recentemente em um acordo superior a R$ 100 milhões, envolvendo a venda de ativos minerais, com contrato assinado em 29 de setembro.

Atualmente, a Odora Minerals possui áreas em mais de 16 estados brasileiros, com foco principalmente em ouro, cobre e manganês. O trabalho da empresa envolve pesquisas geológicas, análises laboratoriais, avaliação da viabilidade econômica e preparação dos projetos para investidores e operadores. Segundo Isadora, o objetivo é reduzir os riscos envolvidos na exploração mineral e profissionalizar o setor. Além da venda dos ativos, a companhia busca manter participação nos resultados futuros das operações por meio de royalties. A meta da empresária é negociar pelo menos R$ 2 bilhões em projetos minerais nos próximos cinco anos. O cenário é considerado promissor diante do crescimento da demanda mundial por minerais estratégicos, especialmente aqueles utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e infraestrutura energética.

A preocupação ambiental também levou Isadora a desenvolver a Odora Recycle, iniciativa dedicada à recuperação de metais presentes em resíduos gerados pela mineração. O projeto, em desenvolvimento há dois anos, já trabalha com a recuperação de metais preciosos de materiais específicos e pretende ampliar as atividades para cobre e manganês. A proposta é aproveitar recursos que permaneceram nos rejeitos, reduzindo desperdícios e criando novas oportunidades econômicas. Em busca de investidores e parceiros internacionais, a empreendedora apresentou recentemente seu modelo de negócios em Genebra, na Suíça, durante o Brasil Commodities Forum. A rastreabilidade dos minerais e a sustentabilidade estão entre os principais diferenciais defendidos pela empresária, que aposta na valorização de projetos com informações técnicas e origem comprovada para atrair investimentos ao Brasil.

Com informações: Exame

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