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Robôs superam recordes humanos em competição na China

Robôs humanoides alcançaram marcas superiores a recordes humanos durante a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizada entre 22 e 26 de agosto, em Pequim, na China. Entre os destaques, um equipamento da empresa chinesa X-Humanoid completou os 100 metros rasos em 8,64 segundos, tempo inferior ao recorde mundial de 9,58 segundos estabelecido por Usain Bolt em 2009. Outro robô da companhia realizou um salto vertical de 3,4 metros a partir de uma posição estática. A competição reuniu mais de 600 equipes, principalmente de universidades, centros de pesquisa e empresas chinesas de robótica.

Além das disputas esportivas, os organizadores ampliaram os testes para atividades próximas da rotina humana, incluindo organizar livros em prateleiras, arrumar camas e utilizar ferramentas. Foi justamente nessas tarefas aparentemente simples que as máquinas apresentaram algumas de suas maiores dificuldades. Especialistas explicam que correr ou executar determinados movimentos acrobáticos pode ser relativamente mais fácil para um robô porque são ações baseadas em trajetórias previamente definidas. Já atividades que exigem coordenação semelhante à das mãos humanas, adaptação ao ambiente e controle preciso da força continuam representando importantes desafios para a tecnologia.

O desenvolvimento da inteligência artificial e de sistemas capazes de transformar informações do ambiente em movimentos físicos vem acelerando a evolução dos humanoides. Pesquisadores enxergam potencial para que essas máquinas assumam futuramente trabalhos repetitivos, fisicamente desgastantes ou perigosos para seres humanos, inclusive em ambientes com altos níveis de radiação. Entretanto, segurança, confiabilidade e preço ainda são obstáculos para sua popularização. Durante a própria competição, alguns robôs tropeçaram, colidiram com paredes e apresentaram falhas. Atualmente, modelos básicos podem custar cerca de US$ 5 mil, enquanto equipamentos mais sofisticados ultrapassam US$ 100 mil.

Com informações: Nature

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