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Inadimplência no agronegócio brasileiro sobe para 8,2% no fim de 2025

A inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu 8,2% no quarto trimestre de 2025, o que representa alta de um ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, pela Serasa Experian e reflete dívidas vencidas há mais de 180 dias contraídas por produtores rurais com empresas do setor. O aumento ocorre em meio a margens apertadas e maior seletividade no crédito, afetando especialmente estados do Sul do país.

Causas da alta na inadimplência

Os custos elevados de fertilizantes e combustíveis, influenciados pela guerra no Irã, pressionaram o fluxo de caixa dos produtores. Preços voláteis das commodities e condições de crédito mais restritas também contribuíram para o resultado. Especialistas destacam que, apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, o setor ainda enfrenta dificuldades para equilibrar receitas e despesas.

Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo

Marcelo Pimenta

Desempenho nos estados do Sul

O Rio Grande do Sul apresentou a menor taxa entre as regiões analisadas, com 5,3%. O resultado é atribuído à forte presença de cooperativas, sistemas integrados e uso mais intenso de seguro agrícola e linhas de renegociação de dívidas. Paraná e Santa Catarina também figuram entre os estados monitorados, embora com índices superiores ao gaúcho. O Banco do Brasil e outras instituições financeiras acompanham de perto a evolução do indicador para ajustar políticas de financiamento rural.

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