2,5 bilhões de pessoas vivem sem acesso a refrigeração no mundo
A pobreza de refrigeração afeta cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, expondo populações vulneráveis a riscos crescentes para a saúde e a sobrevivência diante do calor extremo. Crianças, idosos e indivíduos com comorbidades sofrem mais intensamente em bairros periféricos, favelas e áreas urbanas com pouca vegetação, onde o acesso a equipamentos de resfriamento e moradias adequadas permanece limitado. As mudanças climáticas intensificam ondas de calor, enquanto desigualdades socioeconômicas impedem soluções equitativas.
Desigualdade no acesso ao resfriamento
Em países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina, além de comunidades de baixa renda e minorias étnicas nos Estados Unidos, a falta de infraestrutura urbana adequada agrava o problema. Áreas com poucas áreas verdes e ventilação natural enfrentam temperaturas até 10°C mais altas devido às ilhas de calor urbanas. Essa condição compromete a sobrevivência diária de milhões de pessoas sem acesso a equipamentos de refrigeração ou isolamento térmico eficiente.
Impactos das mudanças climáticas
As ondas de calor, impulsionadas pelo aquecimento global, combinam-se com barreiras econômicas que impedem o acesso equitativo a soluções de resfriamento. Populações em grandes cidades sofrem consequências diretas na saúde, incluindo exaustão e problemas respiratórios. Sem intervenções em planejamento urbano e políticas inclusivas, o cenário tende a piorar nos próximos anos.
Consequências para grupos vulneráveis
Crianças e idosos em regiões afetadas apresentam maior incidência de complicações médicas relacionadas ao calor extremo. A combinação de moradias precárias e ausência de áreas verdes reduz as chances de alívio térmico natural. Medidas focadas em equidade social e adaptação climática surgem como caminhos necessários para mitigar esses efeitos em escala global.





