Austrália reduz acesso de menores às redes sociais
Quase seis meses após entrar em vigor, a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos na Austrália já apresenta impactos no comportamento de crianças e adolescentes. Brasileiros que vivem no país relatam uma redução no uso dessas plataformas entre os jovens, embora admitam que ainda existem formas de contornar as restrições. O bloqueio levou milhões de contas de usuários menores de idade a serem removidas, mas mecanismos como declarações falsas de idade, uso de contas de adultos e ferramentas para mascarar a localização continuam sendo utilizados por alguns adolescentes.
Relatos de famílias brasileiras apontam que a eficácia da medida varia entre as plataformas. Aplicativos que utilizam tecnologias mais rigorosas de verificação de idade, como reconhecimento facial, têm apresentado maior dificuldade para serem burlados. Apesar disso, muitos jovens ainda conseguem acessar determinados serviços digitais. Enquanto alguns adolescentes afirmam que a redução do tempo nas redes ajudou no desenvolvimento de uma identidade mais autêntica e menos influenciada por padrões online, outros relatam dificuldades de interação social e sensação de exclusão em grupos de amigos que continuam utilizando essas ferramentas.
O debate sobre a restrição do acesso às redes sociais por menores também avança em diversos países. Além da Austrália, nações como Indonésia, Malásia, Dinamarca, França e Reino Unido discutem ou já adotaram medidas semelhantes. No Brasil, o ECA Digital já estabelece regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual, incluindo mecanismos de controle parental e verificação de idade. Ainda assim, propostas para proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais seguem em discussão no Congresso Nacional.
Com informações: Folha de São Paulo





