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Médicos alertam para riscos das redes sociais

Entidades médicas do Reino Unido defenderam que o uso excessivo de redes sociais por crianças e adolescentes seja tratado como uma questão de saúde pública. Em documento apresentado ao governo britânico, a Academy of Medical Royal Colleges comparou os potenciais danos causados pelas plataformas digitais aos riscos historicamente associados ao cigarro, destacando impactos na saúde mental, emocional e física dos jovens.

A discussão ocorre durante uma consulta pública que avalia novas regras para o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Entre as medidas em análise estão limites de horário para acesso aos aplicativos, verificações de idade mais rigorosas e até mesmo uma possível proibição do uso de determinadas plataformas por adolescentes, seguindo modelo adotado recentemente na Austrália. Especialistas também defendem que médicos passem a questionar rotineiramente os pacientes sobre o tempo de tela e a exposição a conteúdos online.

Embora não exista consenso científico sobre todos os efeitos do tempo de tela, profissionais da área da saúde afirmam que há preocupação crescente com a exposição precoce a conteúdos violentos, mecanismos considerados viciantes e impactos no desenvolvimento dos jovens. O governo britânico informou que deve anunciar novas medidas até o final do ano, enquanto organizações e familiares de vítimas pressionam por regras mais rígidas para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Com informações: BBC News Brasil

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