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Tempo seco ameaça milho e favorece início da safra de cana no Centro do Brasil

A redução das chuvas em parte da região central do Brasil acende um alerta para a produtividade das lavouras de milho de segunda safra, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais. De acordo com especialistas, o cenário climático pode comprometer áreas plantadas fora da janela ideal, com risco de perdas significativas caso não haja precipitações até o início de maio. Dados meteorológicos já indicam baixos volumes de chuva para essas regiões, além de áreas do norte de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e sul de Mato Grosso.

Goiás, um dos principais produtores nacionais de milho safrinha, pode sentir os efeitos do clima mais seco, principalmente nas lavouras mais tardias. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção da segunda safra no Brasil deve atingir cerca de 109 milhões de toneladas, representando uma queda anual de 3,6%. Ainda assim, especialistas destacam que a escassez de chuvas nesta época do ano é comum e tende a impactar de forma mais localizada, sem grandes prejuízos para áreas dentro do calendário ideal de plantio.

Por outro lado, o tempo seco favorece o desenvolvimento da cana-de-açúcar, cuja safra 2026/27 teve início em abril. As condições climáticas contribuem para a maturação da planta, aumento do teor de açúcar e melhor desempenho das operações de colheita e moagem. Meteorologistas também monitoram a possível formação do fenômeno El Niño a partir de junho ou julho, o que pode trazer chuvas fora de época no inverno e impactar culturas como cana e café, que dependem de períodos secos para garantir qualidade e produtividade.

Com informações: Dinheiro Rural

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