Kichute: o tênis que marcou gerações e virou símbolo de nostalgia no Brasil
O icônico Kichute foi, nas décadas de 1970 e 1980, um dos calçados mais desejados entre os meninos brasileiros. Produzido pela Alpargatas, o modelo combinava características de tênis e chuteira, com lona resistente e solado de borracha com cravos. Lançado em 1970, impulsionado pelo tricampeonato da seleção brasileira, o calçado rapidamente se tornou um fenômeno nacional, atingindo seu auge entre 1978 e 1985, quando chegou a vender mais de 9 milhões de pares por ano.
O sucesso do Kichute foi impulsionado pela forte identificação com o futebol, paixão nacional, e por campanhas publicitárias marcantes, que contaram com nomes como Zico. A versatilidade também ajudava: servia tanto para o dia a dia quanto para as peladas nas ruas. Com preço acessível e alta durabilidade, tornou-se uma alternativa econômica para muitas famílias brasileiras, consolidando-se como um dos produtos mais emblemáticos da indústria nacional de calçados.
A partir da década de 1990, porém, o Kichute perdeu espaço diante da abertura do mercado e da chegada de marcas internacionais como Nike e Adidas, que trouxeram mais tecnologia, design e marketing agressivo. Em 1996, a Alpargatas encerrou a produção para focar em outras marcas, como Havaianas e Topper. Mesmo fora de linha, o Kichute permanece vivo na memória coletiva e no mercado de colecionadores, onde pares originais podem ultrapassar R$ 500, transformando o antigo calçado popular em uma relíquia nostálgica.
Com informações: Exame





