Alta do petróleo impulsiona etanol e pressiona mudança no setor
O aumento das tensões no Oriente Médio e a disparada no preço dos combustíveis devem favorecer o setor sucroenergético brasileiro, estimulando a produção de etanol em detrimento do açúcar. O cenário surge em meio a um momento delicado para o adoçante, que registra preços entre os mais baixos da última década, segundo a StoneX. Com isso, usinas já iniciam um movimento de migração para o biocombustível, considerado mais competitivo diante da alta do petróleo.
Dados de mercado indicam que a produção de açúcar ainda será robusta, com estimativa de 40 milhões de toneladas, mas já apresenta sinais de redução no mix produtivo. Empresas do setor, como a SCA Brasil, projetam queda na participação do açúcar nas usinas do Centro-Sul. O fechamento do Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial, reforça a tendência de valorização dos combustíveis, impulsionando ainda mais o etanol.
Apesar do cenário favorável ao biocombustível, o setor enfrenta desafios estruturais, como o excesso global de açúcar e a crescente concorrência do etanol de milho, que possui menor custo e produção contínua ao longo do ano. Especialistas apontam que a sustentabilidade da retomada depende da manutenção de preços competitivos do etanol, além do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.
Com informações: IstoÉ Dinheiro





