Sob risco de perder empresas para Manaus, Marconi defende incentivos fiscais em sabatina na Fieg e propõe choque de competitividade em Goiás

A preservação da economia goiana frente às mudanças da Reforma Tributária dominou a primeira sabatina com candidatos ao Palácio das Esmeraldas promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O candidato tucano Marconi Perillo defendeu de forma enfática os incentivos fiscais como garantidores da competitividade dos produtos locais, alertando que o modelo atual, que extingue os benefícios até 2033, pode provocar uma migração em massa do parque industrial goiano para estados como o Amazonas.
Falando a uma plateia que reunia o presidente da Fieg, André Rocha, conselheiros da CNI e representantes de 35 sindicatos, Marconi rejeitou debates ideológicos sobre a renúncia fiscal. “Não tenho vergonha de defendê-los. Pelo contrário, tenho coragem, pois eles garantem a competitividade”, afirmou, ressaltando que o próximo governador precisará de bancada e articulação em Brasília para alterar os termos da reforma antes que Goiás seja prejudicado.
O plano apresentado aos industriais aposta em eixos complementares para reter empresas a partir de 2027. O choque de competitividade inclui a desburocratização ambiental por meio de um inovador “Vapt Vupt do Meio Ambiente”, projetado para agilizar licenciamentos com equipes técnicas bem remuneradas, e um compromisso logístico claro: a execução de 300 quilômetros de novas duplicações rodoviárias.
Para suprir os gargalos de mão de obra, o plano de governo engloba o programa “Geração TECH” e uma aproximação estratégica com o Sistema S para mapear vocações regionais. No topo da pirâmide de inovação, o candidato reafirmou o repasse legal de 2% do orçamento para a UEG, garantindo R$ 1,2 bilhão anuais para o fomento acadêmico. O agro também esteve presente, com a promessa de apoio na securitização de dívidas junto ao governo federal.





