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Mercúrio cromo virou lembrança após proibição da Anvisa

Durante décadas, o mercúrio cromo fez parte da rotina de primeiros socorros das famílias brasileiras, sendo aplicado em cortes e ralados comuns da infância. No entanto, o tradicional antisséptico de coloração vermelha deixou de ser vendido no país há cerca de 25 anos, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir sua fabricação e comercialização devido à presença de mercúrio em sua composição, em uma medida voltada à proteção da saúde pública e do meio ambiente.

Especialistas explicam que o princípio ativo do medicamento era a merbromina, um composto que continha mercúrio em sua estrutura química. Embora o risco de intoxicação para quem utilizava o produto corretamente fosse considerado baixo, estudos apontaram que existiam alternativas mais eficazes e seguras para o tratamento de pequenos ferimentos. Além disso, a preocupação com o acúmulo de mercúrio no meio ambiente reforçou a decisão de retirar o produto do mercado.

Atualmente, a recomendação médica para a maioria dos cortes e escoriações leves é simples: lavar o local apenas com água e sabão, sem necessidade de antissépticos fortes. Quando necessário, produtos modernos à base de clorexidina podem ser utilizados sob orientação. Para os especialistas, a evolução da medicina mostrou que uma limpeza adequada favorece a cicatrização e reduz riscos sem causar irritação ou exposição desnecessária a substâncias potencialmente tóxicas.

Com informações: BBC News Brasil

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