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Lã de ovelha vira fertilizante sustentável para o campo

Uma tecnologia desenvolvida no Uruguai está mostrando que resíduos da ovinocultura podem se transformar em aliados da agricultura sustentável. Batizado de Fertilana, o bioinsumo é produzido a partir da lã de ovelha de baixo valor comercial, transformada em pellets biodegradáveis que atuam como fertilizante orgânico de liberação lenta. Além de fornecer nutrientes por vários meses, o produto melhora a retenção de água no solo e contribui para a proteção natural das plantas, reduzindo a necessidade de insumos químicos.

Rica em nutrientes como nitrogênio, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, a lã libera esses elementos gradualmente durante sua decomposição, favorecendo o desenvolvimento das culturas e diminuindo perdas por lixiviação. Outro diferencial é a capacidade das fibras de reter entre 20 e 30 vezes o próprio peso em água, ajudando a conservar a umidade do solo e reduzindo a frequência de irrigação. Os pellets também funcionam como uma barreira física contra lesmas e caracóis, ampliando as alternativas para o manejo sustentável de pragas.

A inovação acompanha o crescimento do mercado de bioinsumos e da economia circular no agronegócio. Ao transformar um material antes considerado de baixo valor em um produto de alto desempenho agronômico, o Fertilana cria uma nova oportunidade de renda para a cadeia da ovinocultura e reforça a tendência de aproveitamento de resíduos agropecuários. A tecnologia já desperta interesse em países produtores de ovinos e pode ganhar espaço também no Brasil, especialmente em sistemas de hortaliças, fruticultura, viveiros, silvicultura e agricultura regenerativa.

Com informações: Compre Rural

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