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Goiás desbanca Amazonas e lidera número de laboratórios de cocaína no Brasil com 81 registros

Dados recém-divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado e organizações de pesquisa em segurança pública mostram que Goiás assumiu a liderança nacional em um ranking indesejado: o de laboratórios de refino de cocaína. O levantamento identificou 550 estruturas do tipo em todo o Brasil desde 2019, sendo que 81 delas operavam ou ainda operam em território goiano, superando amplamente as 39 encontradas no Amazonas, segundo colocado.

O estudo é um marco por apontar uma mudança na dinâmica criminal: o Brasil não é mais apenas uma rota de passagem da droga produzida nos Andes, mas sim um importante polo de processamento. Goiás tornou-se o centro nevrálgico dessa logística devido à sua posição geográfica. A droga não processada cruza o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, sendo refinada nos laboratórios goianos para então ser despachada para o exterior ou distribuída na região (especialmente em forma de crack para o Distrito Federal e entorno).

As descobertas da pesquisa vêm gerando grande repercussão, pois vão na contramão do que prega a gestão estadual. O governador Ronaldo Caiado e o vice Daniel Vilela têm feito da afirmação de que Goiás é “o estado mais seguro do Brasil” o seu principal pilar de marketing. No entanto, diante da comprovação de que o estado é a base do refino de drogas do país, fica claro que a afirmação sobre a derrota do crime organizado esbarra em dados concretos e não passa de propaganda.

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