Maioria dos brasileiros rejeita eutanásia e suicídio assistido, aponta Datafolha
A maioria dos brasileiros se posiciona contra a morte assistida, segundo pesquisa Datafolha que, pela primeira vez, investigou a opinião da população sobre o tema no país. O levantamento mostra que 56% são contrários à eutanásia, procedimento em que um profissional administra o medicamento que provoca a morte, enquanto 39% são favoráveis. A rejeição é ainda maior em relação ao suicídio assistido: 60% se dizem contra e 35% a favor. A pesquisa ouviu 2.050 pessoas em 137 municípios brasileiros nos dias 3 e 4 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A opinião fica mais equilibrada quando a discussão envolve a interrupção de tratamentos que apenas prolongam artificialmente a vida de pacientes sem possibilidade de cura. Nesse caso, 48% defendem que médicos possam interromper o tratamento a pedido do paciente ou da família e outros 48% são contrários. O levantamento também identificou diferenças importantes entre as faixas etárias: entre pessoas de 16 a 24 anos, 63% consideram moralmente aceitável que um médico ajude um paciente terminal a encerrar a própria vida a seu pedido. O percentual diminui progressivamente com a idade e chega a 29% entre pessoas com 60 anos ou mais.
No Brasil, a morte assistida não é legalizada. A eutanásia pode ser enquadrada como homicídio pelo Código Penal, enquanto o auxílio ao suicídio também é criminalizado. Em outros países, entretanto, diferentes modalidades são permitidas sob determinadas condições. Na América Latina, Colômbia, Equador e Uruguai já admitem alguma forma da prática. O levantamento evidencia que, embora a maioria dos brasileiros ainda rejeite a eutanásia e o suicídio assistido, questões relacionadas às decisões sobre o fim da vida dividem a opinião pública, especialmente quando envolvem pacientes sem perspectiva de cura.
Com informações: Notícias ao Minuto





