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Estudo aponta uso de agrotóxicos proibidos na Europa no Brasil

Uma pesquisa apresentada durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) revelou que sete dos dez agrotóxicos mais comercializados no Brasil são proibidos na União Europeia. A geógrafa Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), na França, afirma que essa situação caracteriza um processo de “colonialismo químico”, já que empresas europeias exportam para o Brasil substâncias vetadas em seus próprios países devido aos riscos à saúde e ao meio ambiente.

Segundo a pesquisadora, produtos como mancozebe, 2,4-D, acefato, clorotalonil, atrazina, S-metolacloro e dibrometo de diquate estão entre os defensivos mais utilizados na agricultura brasileira, apesar de serem proibidos na União Europeia. Durante a conferência, ela destacou estudos que relacionam esses compostos a impactos ambientais, como a redução da população de insetos e alterações em espécies da fauna, além de possíveis riscos à saúde humana. Bombardi também ressaltou que o Brasil foi, em 2023, o principal destino das exportações de pesticidas proibidos no bloco europeu.

A pesquisadora defendeu maior conscientização e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à regulamentação internacional dos agrotóxicos e ao incentivo da agricultura familiar. A Anvisa, por sua vez, informou que o registro desses produtos segue critérios próprios da legislação brasileira, com avaliações realizadas em conjunto com o Ministério da Agricultura e o Ibama. O órgão destacou ainda que a legislação prevê reavaliações periódicas dos ingredientes ativos, podendo resultar na manutenção, restrição ou proibição do uso, conforme os riscos identificados à saúde e ao meio ambiente.

Com informações: Agência Brasil

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