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Enjoo em viagens pode ser prevenido com medidas simples

Náusea, tontura, suor, sensação de calor, dor de cabeça e até vômitos são sintomas comuns do chamado enjoo de movimento, problema que pode surgir durante viagens de carro, ônibus, avião ou barco. Embora os cientistas ainda não conheçam completamente sua origem, uma das principais explicações envolve um conflito entre as informações recebidas pelo cérebro. Ao ler dentro de um carro, por exemplo, os olhos percebem um ambiente aparentemente parado, enquanto estruturas do ouvido interno detectam aceleração e deslocamento. Essa incompatibilidade pode desencadear os sintomas poucos minutos após o início da viagem e, em alguns casos, fazê-los persistir por horas.

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema, especialmente crianças, mulheres e indivíduos que sofrem de enxaqueca. Para prevenir o mal-estar, especialistas recomendam manter os olhos voltados para a estrada ou para o horizonte e evitar atividades como leitura durante o deslocamento. Em carros, dirigir pode diminuir os sintomas para algumas pessoas, enquanto passageiros podem se beneficiar ao ocupar posições com menor percepção de movimento. Em aviões, a região central tende a ser uma opção melhor, e, em barcos, permanecer em um local de onde seja possível observar o horizonte também pode ajudar. Ar fresco, música agradável e técnicas de respiração controlada são outras estratégias que podem aliviar o desconforto.

Medicamentos contra enjoo também podem ser utilizados em determinadas situações, mas devem ser escolhidos com orientação adequada, já que alguns provocam sonolência, boca seca e outros efeitos adversos. Anti-histamínicos usados para esse fim costumam apresentar melhor efeito quando administrados antes do início do movimento. Já alternativas populares como gengibre, pulseiras de acupressão e óculos contra enjoo ainda apresentam evidências científicas limitadas ou contraditórias. Quando o problema é frequente ou chega a impedir viagens e outras atividades, a recomendação é procurar avaliação médica; em alguns casos, a reabilitação vestibular pode ajudar o organismo a aumentar gradualmente a tolerância aos movimentos.

Com informações: Folha de São Paulo

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