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Produtos falsificados exigem atenção dos consumidores

Produtos piratas e falsificados continuam presentes tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico e, muitas vezes, são oferecidos como se fossem originais. Além dos prejuízos econômicos provocados pelo comércio ilegal, esses itens podem apresentar menor durabilidade e até colocar a saúde e a segurança dos consumidores em risco. Segundo o Procon-SP, produtos de moda, eletrônicos e medicamentos estão entre as falsificações mais frequentes, enquanto livros, filmes, jogos e músicas também podem ser comercializados ilegalmente por meio de cópias não autorizadas.

Para reduzir o risco de cair em golpes, a orientação é verificar a procedência do produto e a reputação do vendedor, desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado e observar atentamente embalagem, acabamento, logotipos, informações de fabricação e possíveis certificações de órgãos como Anatel, Anvisa e Inmetro. Termos como “réplica”, “similar” ou “equivalente” nos anúncios também devem servir de alerta. No caso de celulares, uma das medidas recomendadas é conferir o IMEI do aparelho e comparar o código apresentado no dispositivo com aquele informado na embalagem. Em compras online, também é importante evitar links suspeitos recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais e acessar diretamente os canais oficiais das lojas.

A segurança deve se estender ao momento do pagamento. Antes de realizar uma transferência, especialmente via Pix, o consumidor deve conferir a identidade do destinatário e evitar fornecer informações financeiras em páginas desconhecidas. Também é recomendável exigir nota fiscal ou comprovante da compra e, ao identificar um produto possivelmente ilegal, denunciar o vendedor à plataforma responsável ou aos órgãos de fiscalização. Nas compras realizadas pela internet, o Código de Defesa do Consumidor assegura ainda o direito de arrependimento, permitindo a desistência da compra no prazo de sete dias a partir do recebimento do produto.

Com informações: Folha de São Paulo

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