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Jovens priorizam salário, mas buscam trabalho com menos pressão

Seis em cada dez jovens brasileiros aceitariam receber um salário um pouco menor em troca de um ambiente profissional com menos pressão e estresse, aponta pesquisa da Fundação Itaú com 1.816 pessoas entre 16 e 29 anos. Apesar da preocupação com o bem-estar, a remuneração continua sendo o principal fator na escolha de um emprego, mencionada por 64% dos entrevistados. Benefícios, plano de carreira e ambiente agradável aparecem na sequência, com 31% cada. Entre aqueles que trabalham ou já tiveram emprego, 69% afirmaram já ter pedido demissão por vontade própria, principalmente por falta de respeito ou tratamento inadequado por parte de líderes e chefes.

O levantamento também revela mudanças nas expectativas profissionais. Atualmente, 30% apontam o emprego com carteira assinada como modelo desejado, enquanto 28% preferem o trabalho autônomo. Quando questionados sobre onde pretendem estar daqui a cinco anos, apenas 16% projetam permanecer no emprego formal, enquanto 42% demonstram preferência pela atuação autônoma. Ao mesmo tempo, a experiência prática é considerada fundamental: 55% acreditam que ela é um dos principais diferenciais para conquistar uma boa oportunidade, mas 49% apontam justamente a falta de experiência como maior obstáculo para conseguir emprego. Além disso, 77% dos que já trabalharam disseram ter conseguido alguma vaga por indicação.

Mesmo diante dos desafios, os jovens demonstram otimismo em relação ao futuro. Nove em cada dez acreditam que estarão em situação financeira melhor dentro de cinco anos e 88% esperam alcançar condições superiores às de seus pais, embora 61% tenham receio de enfrentar dificuldades para pagar as contas. A tecnologia também desperta sentimentos distintos: nove em cada dez acreditam que ela poderá substituir muitos empregos e metade teme perder oportunidades devido aos avanços tecnológicos, mas 97% enxergam essas ferramentas como aliadas para aprender e crescer profissionalmente. A pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho foi realizada entre 11 e 23 de maio e possui margem de erro de dois pontos percentuais.

Com informações: Folha de São Paulo

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