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O Cartel das OSs: Quem são os sócios por trás da FMC em Formosa

O avanço das terceirizações na saúde de Goiás tem deixado um rastro de mortes e suspeitas de desvios. O caso do bebê Rhayann Rhaell, que veio a óbito por negligência médica no Hospital Estadual de Formosa, trouxe à tona os levantamentos do G24H sobre as entranhas da OS IMED. O recado vai direto para o atual governo e para Daniel Vilela: o sofrimento da população está financiando grupos suspeitos.

A IMED, responsável pelo hospital, possui antecedentes perigosos, como a contratação de fornecedores sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Agora, a lupa do observatório se volta para a FMC Procedimentos Médicos, contratada pela OS IMED para prestar serviços na unidade de Formosa. Os valores firmados nestes contratos totalizam quase 500 milhões de reais (meio bilhão) diluídos em 60 meses.

Os responsáveis por receber essa fortuna revelam as falhas de integridade do sistema. O quadro aponta para Gleycianne da Silva França e Lucas Nogueira Taveira Adorno. Gleycianne foi alvo de investigação por simular concorrência via Fluir Gestão em Saúde, na operação policial que prendeu o irmão do então secretário de Caiado, Ismael Alexandrino. Adorno foi diretor de regulação da OS IGPR, enquadrada na Operação Eclesiastes (Polícia Civil, 2022). Pior: ele é ex-superintendente da Secretaria de Estado da Saúde e já foi preso por suspeita de corrupção. A total ausência de fiscalização de meio bilhão de reais no governo Caiado, repassados a velhos investigados, exige uma resposta imediata das autoridades.

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