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IA brasileira identifica novos caminhos contra o Alzheimer

Pesquisadores brasileiros utilizaram inteligência artificial para ampliar a busca por possíveis alvos relacionados ao Alzheimer, doença cujos estudos tradicionalmente se concentram nas proteínas beta-amiloide e tau. A partir de uma análise conduzida pela startup paulista BioDecision Analytics, foram identificadas 129 moléculas que, segundo os pesquisadores, ainda não haviam sido associadas à doença. O trabalho também encontrou alterações em mais de 4,2 mil genes e apontou potenciais biomarcadores que poderão ser investigados para o desenvolvimento de métodos de diagnóstico menos invasivos.

A pesquisa utilizou a plataforma BDASeq®, desenvolvida com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp. A tecnologia reúne e reprocessa grandes volumes de dados públicos de sequenciamento genético, permitindo aos cientistas identificar padrões que dificilmente seriam analisados manualmente. Ao todo, foram estudadas 2.870 amostras de sangue e tecidos cerebrais de pessoas saudáveis e pacientes diagnosticados com Alzheimer. Os pesquisadores também analisaram separadamente diferentes regiões do córtex cerebral e cruzaram os resultados em busca de alterações presentes simultaneamente em várias áreas.

A integração dos dados do cérebro e do sangue permitiu apontar 74 genes candidatos a biomarcadores, que futuramente poderão contribuir para exames menos invasivos. Os resultados, entretanto, ainda precisam passar por validação experimental antes de qualquer possível aplicação clínica. A equipe também pretende investigar como as alterações genéticas evoluem ao longo do tempo e espera despertar o interesse da indústria farmacêutica para estudos de novos tratamentos. A partir de agosto de 2026, a expectativa é disponibilizar a plataforma em nuvem para ampliar seu uso por laboratórios e centros de pesquisa.

Com informações: Correio Braziliense

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