Usinas podem perder R$ 1,22 milhão em 12 horas
A continuidade do fornecimento elétrico tornou-se um ponto estratégico para a indústria sucroenergética brasileira, que entrou em 2026 pressionada pela necessidade de elevar a eficiência e manter a competitividade. Com uma safra de cana-de-açúcar projetada acima de 650 milhões de toneladas, o setor abastece as cadeias de alimentos, combustíveis e energia. Nesse cenário de produção em larga escala, poucas horas de interrupção podem provocar perdas expressivas e comprometer o desempenho das usinas.
Uma estimativa baseada em uma unidade com moagem média diária de 16,35 mil toneladas mostra a dimensão do problema. Considerando aproximadamente 139 quilos de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana e preço médio de R$ 1,0816 por quilo de ATR em março de 2026, uma paralisação de 12 horas pode representar perda potencial de cerca de R$ 1,22 milhão em receita bruta industrial. Tradicionalmente, as usinas concentram grandes revisões na entressafra, com períodos de 20 a 40 dias destinados à manutenção estrutural, mas novas tecnologias começam a permitir intervenções mais precisas e redução de paradas não planejadas.
A digitalização da infraestrutura elétrica é uma das alternativas para aumentar a previsibilidade das operações. Painéis conectados de média e baixa tensão permitem acompanhar dados sobre componentes e circuitos, facilitando a identificação antecipada de problemas e a realização de manutenções pontuais. Segundo Fábio Amaral, CEO da Engerey Painéis Elétricos, o monitoramento em tempo real permite que as indústrias deixem de apenas reagir às falhas e passem a antecipar eventos capazes de interromper a produção. Para um setor dependente de escala e eficiência, reduzir o tempo de indisponibilidade pode significar maior produtividade e melhor aproveitamento da capacidade instalada.
Com informações: Compre Rural




