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Proibição de mulheres no trono agrava crise da sucessão no Japão

A proibição de mulheres assumirem o Trono do Crisântemo voltou ao centro do debate no Japão diante da redução do número de herdeiros da família imperial. Atualmente, apenas três homens estão legalmente aptos a suceder o imperador Naruhito, sendo que dois deles têm mais de 60 anos. Para enfrentar a escassez de sucessores, o governo propôs reintegrar antigos ramos da família imperial, ampliando o número de descendentes homens elegíveis ao trono, sem alterar a regra que impede mulheres de reinar.

Embora o Japão já tenha tido oito imperatrizes ao longo da história, a atual Lei da Casa Imperial restringe a sucessão exclusivamente aos homens da linhagem imperial. Especialistas afirmam que não há impedimento constitucional para que mulheres ocupem o trono e defendem que a proibição não representa uma tradição imutável. Pesquisas de opinião também mostram que a maioria da população apoia a possibilidade de uma mulher se tornar imperatriz. Ainda assim, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi e o Partido Liberal Democrata mantêm posição contrária à mudança.

A legislação impede, por exemplo, que a princesa Aiko, única filha do imperador Naruhito, herde o trono apenas por ser mulher. Enquanto defensores da sucessão exclusivamente masculina afirmam que a tradição garante a estabilidade da monarquia, estudiosos alertam que a manutenção da proibição pode comprometer o futuro da família imperial, que enfrenta um número cada vez menor de herdeiros aptos a assumir o trono.

Com informações: CNN Brasil

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