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Estudo identifica genes ligados ao transtorno borderline

Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, evidências genéticas robustas associadas ao transtorno de personalidade borderline (TPB), um avanço considerado importante para a compreensão da doença. Publicado na revista científica Nature Genetics, o maior estudo de associação genômica já realizado sobre o tema analisou dados de mais de 12 mil pessoas diagnosticadas com o transtorno e de mais de um milhão de indivíduos sem a condição. A pesquisa identificou 11 regiões do genoma relacionadas ao TPB e nove genes funcionais que podem influenciar o desenvolvimento da doença.

O transtorno de personalidade borderline afeta cerca de 2% da população em países ocidentais e é diagnosticado com maior frequência em mulheres. Caracterizado por instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos, impulsividade e alterações na percepção de si mesmo, o TPB é resultado da combinação de fatores genéticos e ambientais. Os pesquisadores estimam que as variantes genéticas identificadas expliquem aproximadamente 17% do risco hereditário da condição, reforçando que a genética desempenha papel relevante, embora não seja o único fator envolvido.

O estudo também revelou que algumas das variantes genéticas associadas ao TPB são compartilhadas com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), comportamento antissocial e transtorno de estresse pós-traumático, que apresentou a maior correlação genética. Apesar dos avanços, os cientistas ressaltam que os resultados ainda não permitem prever individualmente quem desenvolverá o transtorno e defendem novas pesquisas para compreender como esses genes atuam e contribuir para tratamentos mais eficazes no futuro.

Com informações: Nature

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