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Coca-Cola pode integrar tratamento de cavalos

O uso de Coca-Cola ou de outros refrigerantes à base de cola pode fazer parte do tratamento veterinário de alguns casos específicos de compactação gástrica em cavalos. A técnica é indicada apenas para animais diagnosticados com fitobezoar gástrico, uma massa formada por fibras vegetais e resíduos alimentares que impede o esvaziamento normal do estômago. Estudos internacionais apontam que a composição química da bebida pode auxiliar na dissolução desse material quando utilizada dentro de protocolos hospitalares, sempre sob acompanhamento de médicos veterinários.

Especialistas alertam, porém, que a prática não deve ser reproduzida por tutores ou criadores sem orientação profissional. Antes da administração do refrigerante, o cavalo precisa passar por exames, como a gastroscopia, para confirmar o diagnóstico. Além disso, a bebida é aplicada por sonda nasogástrica e associada a outros cuidados, como fluidoterapia, controle da dor, monitoramento contínuo e avaliação do funcionamento do sistema digestivo. O procedimento também exige cuidados para evitar o acúmulo de gases, já que os cavalos não conseguem vomitar ou arrotar, o que aumenta o risco de ruptura gástrica.

A cólica continua sendo uma das principais emergências clínicas em equinos e pode ser provocada por fatores como baixa ingestão de água, mudanças bruscas na alimentação, excesso de concentrado, forragem de má qualidade e problemas dentários. O caso reforça que, embora a medicina veterinária disponha de tratamentos inovadores, eles dependem de diagnóstico preciso e acompanhamento especializado. Veterinários destacam que improvisar procedimentos vistos na internet pode colocar a vida do animal em risco e que o manejo adequado continua sendo a principal forma de prevenção.

Com informações: Compre Rural

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