Musculação pode ajudar na prevenção do Alzheimer
A prática regular de musculação tem se mostrado uma importante aliada na prevenção do Alzheimer e na melhora da qualidade de vida de pessoas que convivem com a doença. Além de preservar força, mobilidade e autonomia durante o envelhecimento, estudos apontam que o treinamento de força favorece mecanismos biológicos capazes de beneficiar a saúde do cérebro, reduzindo fatores associados ao declínio cognitivo. Especialistas destacam que o sedentarismo está entre os principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento de demências.
Segundo neurologistas e pesquisadores, durante a contração muscular são produzidas substâncias chamadas miocinas, que chegam ao cérebro e estimulam novas conexões entre os neurônios, contribuindo para a chamada plasticidade cerebral. Em pacientes já diagnosticados com Alzheimer, a musculação também pode auxiliar na manutenção da massa muscular, melhorar a mobilidade, diminuir o risco de quedas e preservar a independência nas atividades do dia a dia. Embora ainda não existam evidências conclusivas de que o exercício desacelere diretamente a progressão da doença, os benefícios para a funcionalidade e a qualidade de vida são amplamente reconhecidos.
Especialistas recomendam que a musculação faça parte de um programa de exercícios que também inclua atividades aeróbicas, equilíbrio e mobilidade. A orientação é realizar o treinamento de força de duas a três vezes por semana, sempre com acompanhamento profissional, respeitando as condições físicas de cada pessoa. Além da atividade física, hábitos como alimentação equilibrada, controle dos fatores cardiovasculares e estímulos cognitivos contribuem para reduzir o risco de demência e promover um envelhecimento mais saudável.
Com informações: Notícias ao Minuto






