Alimentação concentra maior custo do confinamento em 2026
A alimentação continua sendo o principal fator de custo nos confinamentos de bovinos de corte em 2026, representando cerca de 80% da diária de engorda dos animais. Apesar de um cenário mais favorável para a pecuária, especialistas alertam que o sucesso da atividade depende de uma gestão eficiente da dieta, já que oscilações nos preços de insumos como milho, soja e coprodutos agroindustriais impactam diretamente a rentabilidade do produtor. Em média, o custo alimentar varia entre R$ 11,82 e R$ 12,65 por cabeça ao dia, podendo ultrapassar R$ 1.500 por animal durante todo o período de confinamento.
Para reduzir despesas sem comprometer o desempenho dos bovinos, os pecuaristas têm ampliado o uso de ingredientes alternativos, como polpa cítrica, casca de soja, DDGS, cevada, caroço de algodão e bagaço de cana. A estratégia permite maior flexibilidade na formulação das dietas e diminui a dependência do milho, principal fonte de energia dos confinamentos brasileiros. Em regiões como o interior de São Paulo, a combinação de coprodutos disponíveis localmente tem garantido melhor relação entre custo e produtividade.
Especialistas ressaltam que o menor custo da dieta nem sempre representa maior lucro. O fator decisivo é o custo por arroba produzida, já que uma alimentação mais eficiente pode acelerar o ganho de peso e reduzir o tempo de permanência dos animais no confinamento. Com a expectativa de maior oferta de coprodutos pela expansão das usinas de etanol de milho e da agroindústria, a tendência é que os produtores invistam cada vez mais em estratégias nutricionais adaptadas à realidade de cada região para aumentar a competitividade da pecuária intensiva.
Com informações: Compre Rural






