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El Niño pode elevar inflação no Brasil

Economistas consultados pelo Banco Central avaliam que o fenômeno climático El Niño deverá pressionar a inflação brasileira em 2026 e 2027, principalmente devido ao aumento dos preços dos alimentos. Segundo levantamento realizado antes da última reunião do Copom, a expectativa é de um impacto de 0,3 ponto percentual no IPCA deste ano e de 0,4 ponto percentual no próximo, cenário que ainda não estaria totalmente refletido nas projeções do mercado.

A pesquisa aponta que a inflação deve encerrar 2026 em 5,2% e recuar para 4,2% em 2027, permanecendo acima da meta oficial de 3%. Instituições financeiras também reforçam o alerta. Para o Citi, culturas como café, açúcar e frutas cítricas poderão ser afetadas pelas secas provocadas pelo El Niño, elevando os preços dos alimentos. Já o BTG Pactual revisou sua estimativa de inflação para 2027 de 4,2% para 4,5%, diante da possibilidade de formação de um “super El Niño”.

Além dos efeitos climáticos, o Banco Central acompanha outros fatores que podem pressionar os preços, como a alta do petróleo em meio aos conflitos internacionais. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, destacou que o desafio será diferenciar impactos temporários daqueles capazes de influenciar as expectativas de inflação no longo prazo. O Copom também reconheceu que a convergência da inflação para a meta deve ocorrer apenas no primeiro trimestre de 2028, mantendo atenção redobrada sobre os próximos movimentos da política monetária.

Com informações: Dinheiro Rural

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