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Países vizinhos avançam na redução da jornada de trabalho

Enquanto o Brasil debate propostas para reduzir a jornada semanal de trabalho e acabar com a escala 6×1, países vizinhos da América do Sul já avançam na implementação de mudanças semelhantes. Na Colômbia, a partir de 15 de julho, a jornada máxima passará a ser de 42 horas semanais, concluindo um processo gradual iniciado em 2021. A redução ocorreu sem a obrigatoriedade de dois dias de folga por semana e foi acompanhada por outras reformas trabalhistas que ampliaram direitos e aumentaram custos para as empresas.

Os impactos das mudanças ainda dividem opiniões. Entidades empresariais colombianas relatam aumento dos custos operacionais, redução de horários de funcionamento, aceleração da automação e alterações nos planos de contratação. Por outro lado, especialistas apontam que o mercado de trabalho tem demonstrado resiliência, sem evidências de efeitos negativos significativos sobre o emprego formal. Estudos também indicam que a redução da jornada impulsionou novas contratações para compensar a diminuição das horas trabalhadas.

Experiências semelhantes foram registradas no Chile, que já reduziu a jornada de 48 para 45 horas em 2005 e iniciou, em 2024, uma nova transição para atingir o limite de 40 horas semanais até 2028. Pesquisas realizadas no país apontam impactos reduzidos sobre o mercado de trabalho, destacando a importância de uma implementação gradual para permitir a adaptação das empresas. Especialistas defendem que a redução da jornada é uma tendência global, mas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre produtividade, competitividade e qualidade de vida dos trabalhadores.

Com informações: BBC News Brasil

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