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Peixe desafia teoria da evolução há 100 mil anos

Uma pequena espécie de peixe encontrada em rios do México e do sul dos Estados Unidos tem intrigado cientistas por décadas. Conhecida como molinésia-amazona, ela é formada exclusivamente por fêmeas e se reproduz sem incorporar o DNA dos machos, gerando descendentes clonadas. Segundo a teoria evolutiva tradicional, espécies que se reproduzem dessa forma deveriam acumular mutações prejudiciais ao longo do tempo e desaparecer, mas a molinésia-amazona sobrevive há cerca de 100 mil anos.

Pesquisas recentes começaram a desvendar o segredo dessa longevidade genética. Cientistas descobriram que a espécie utiliza um mecanismo chamado conversão genética, uma espécie de processo de “copia e cola” que repara danos no DNA e ajuda a eliminar mutações prejudiciais. Dessa forma, a molinésia-amazona consegue manter seu genoma saudável mesmo sem recorrer à reprodução sexual, algo considerado raro no reino animal.

A descoberta desafia conceitos antigos sobre a necessidade do sexo para a manutenção da diversidade genética e da saúde das espécies. Além de ajudar a compreender melhor a evolução, os resultados podem abrir novas perspectivas para estudos sobre mutações genéticas e doenças humanas, incluindo o câncer. Para os pesquisadores, a espécie demonstra que a natureza pode desenvolver estratégias alternativas e eficientes para preservar a vida ao longo do tempo.

Com informações: BBC News Brasil

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