CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos no Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a proibição do uso do PMMA (polimetilmetacrilato) em procedimentos estéticos e reparadores realizados por médicos em todo o país. A medida entra em vigor nesta terça-feira (2) e considera infração ética tanto a aplicação quanto a divulgação da substância. A única exceção será para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o CFM, a decisão foi motivada pelos riscos associados ao produto, que podem surgir meses ou até anos após a aplicação. O PMMA é um material sintético permanente que permanece no organismo e pode causar infecções crônicas, formação de nódulos inflamatórios, deformidades, necrose de tecidos e complicações graves, incluindo insuficiência renal, cegueira, acidente vascular cerebral (AVC) e até morte. A entidade destaca que não existe antídoto para a substância e que os problemas podem ocorrer mesmo quando o procedimento é realizado por profissionais experientes.
Com informações: Folha de São Paulo





