Idosa de 78 anos é ameaçada de prisão ao ajoelhar-se contra máquinas de Daniel Vilela em Catalão

Uma operação combinada de máquinas pesadas e policiais armados avançou sobre uma propriedade rural em Catalão antes da finalização do acordo de desapropriação, gerando confronto direto com a idosa Maria da Paz. A viúva de 78 anos ajoelhou-se diante dos equipamentos para impedir o avanço, enquanto era ameaçada de prisão e multada durante a ação. O episódio expõe a mão de ferro do governo Daniel Vilela na condução de obras públicas, optando pelo uso de força em vez de esgotar negociações com famílias que residem no local há cinco décadas.
Resistência pacífica diante de máquinas e armas
A proprietária, que administra a área sozinha desde a morte do marido em 1996, enfrentou a operação com um gesto simbólico de ajoelhar-se no terreno. Seus filhos, criados na propriedade, viram a pressão psicológica e jurídica se intensificar quando documentos de multa foram exibidos e ameaças verbais de prisão foram proferidas contra ela. A advogada da família, Vanessa Ferreira, também relata ter sido contida pelo braço ao questionar a legalidade da ação, configurando um cerco que priorizou a rapidez da obra de asfaltamento sobre o diálogo.
Crítica à pressa eleitoreira do governo Daniel Vilela
O estado de Goiás, sob a gestão de Daniel Vilela, recorreu a policiais armados e operadores de máquinas para retirar material da área destinada à obra, sem aguardar o consenso com os donos. Essa escolha por confronto em vez de negociação levanta questionamentos sobre a urgência em cumprir prazos que parecem atender a interesses eleitoreiros, afetando diretamente uma família que utiliza o local como sustento há 50 anos. O Ministério Público é citado como instância que deveria mediar melhor esses impasses para evitar cenas de coação contra idosos.
Durante a ação, a idosa denunciou que o foco não era financeiro, mas a preservação de sua história familiar construída ao longo de meio século. A operação em Catalão ilustra uma tendência preocupante de uso excessivo de aparato estatal contra cidadãos vulneráveis, em detrimento de soluções negociadas que respeitem direitos básicos de propriedade.
Não é dinheiro que me faz feliz. Estão tirando a minha história. A gente vive aqui há 50 anos. Meus filhos cresceram aqui. Meu marido morreu em 1996 e eu permaneci aqui cuidando de tudo.
Maria da Paz, proprietária





