Estresse pode agravar eczema ao ativar resposta inflamatória na pele
Um novo estudo publicado na revista Science revela como o estresse psicológico pode piorar quadros de eczema ao ativar mecanismos inflamatórios na pele. A pesquisa identificou uma rede de neurônios que responde ao estresse e estimula células do sistema imunológico, intensificando sintomas como coceira e vermelhidão. O trabalho foi realizado a partir de um modelo de dermatite atópica em camundongos, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e ajuda a explicar a ligação entre fatores emocionais e doenças de pele.
Os cientistas observaram que pacientes com níveis mais altos de estresse apresentavam inflamação cutânea mais intensa e maior concentração de eosinófilos, células imunológicas associadas ao agravamento da doença. Em testes com animais, o estresse psicológico aumentou significativamente esses níveis, além de intensificar os sintomas típicos da dermatite atópica. A pesquisa também identificou neurônios específicos que recebem sinais do cérebro relacionados ao estresse e liberam substâncias que atraem essas células inflamatórias para a pele.
Os resultados apontam para novas possibilidades de tratamento mais direcionado, como o bloqueio desses neurônios ou das substâncias inflamatórias que eles produzem. Especialistas destacam, no entanto, que ainda são necessários estudos em humanos para confirmar os efeitos observados em laboratório. A descoberta reforça a importância do controle do estresse no manejo de doenças de pele e abre caminho para abordagens terapêuticas mais eficazes no futuro.
Com informações: Nature





