Especialistas alertam para riscos de peptídeos sem aprovação sanitária
Os peptídeos ganharam popularidade nos últimos anos e passaram a ser divulgados como soluções para rejuvenescimento, ganho de massa muscular, melhora da pele e aumento da performance física. Impulsionados por influenciadores digitais e clínicas de estética, esses compostos são frequentemente apresentados como alternativas inovadoras para retardar o envelhecimento e acelerar a recuperação do organismo. No entanto, especialistas alertam que muitas dessas promessas não possuem comprovação científica e envolvem substâncias sem autorização dos órgãos reguladores.
Os peptídeos são pequenas cadeias de aminoácidos que atuam como mensageiros biológicos no organismo, participando de funções importantes como metabolismo, cicatrização e comunicação celular. Alguns deles, como a insulina e medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, passaram por rigorosos estudos clínicos e possuem aprovação da Anvisa. Porém, outros compostos amplamente divulgados para fins estéticos, como GHK-Cu, BPC-157 e TB-500, não possuem registro para uso injetável no Brasil e são considerados produtos irregulares pelas autoridades sanitárias.
Médicos e especialistas destacam que o uso dessas substâncias pode trazer riscos significativos à saúde, incluindo infecções, reações inflamatórias, alterações hormonais, contaminação por produtos sem procedência e efeitos desconhecidos a longo prazo. Além disso, a falta de estudos robustos em humanos impede a comprovação de sua eficácia e segurança. A recomendação é que consumidores busquem orientação médica e desconfiem de promessas de resultados rápidos, especialmente quando envolvem produtos sem regulamentação oficial.
Com informações: BBC News Brasil






