Enam 2026 reúne 31 mil inscritos com recorde de mulheres e negros
O Exame Nacional da Magistratura (Enam) chega à sua quinta edição com mais de 31 mil inscritos em todo o Brasil. A prova, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), será aplicada neste domingo, 07/06/2026, e funciona como requisito obrigatório para quem deseja participar de concursos de magistratura federal, estadual, trabalhista e militar. O certificado tem validade de dois anos, prorrogável uma vez.
Perfil dos inscritos
A edição atual destaca-se pela participação majoritária de mulheres, pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas. Essa composição reflete o objetivo de ampliar a diversidade no Judiciário, decorrente da Reforma do Judiciário (EC 45/2004). O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ressaltou que o Enam alcança camadas da sociedade que antes não se viam nesse espaço.
Avaliação focada em raciocínio
A prova foi elaborada para valorizar raciocínio, interpretação de textos e resolução de problemas concretos, em vez da memorização de leis. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou que a iniciativa busca instituir uma habilitação nacional e criar um processo mais uniforme para todo o país. A medida visa tornar a carreira mais acessível e democrática, reduzindo barreiras que afastavam candidatos qualificados.
Importância da vocação
Durante a preparação do exame, Benedito Gonçalves destacou que o modelo atual foge do candidato que se torna uma máquina de fazer prova. Ele afirmou que a dificuldade dos concursos tradicionais criava um muro na cabeça das pessoas, fazendo-as acreditar que a carreira não era para elas. O Enam busca romper essas barreiras invisíveis ao mostrar que profissionais de diferentes origens podem alcançar a magistratura.





