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Endometriose ainda enfrenta demora no diagnóstico, alertam especialistas

A Endometriose continua sendo um desafio para milhares de mulheres devido à demora no diagnóstico e à dificuldade de reconhecimento dos sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, a doença afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo, podendo levar até sete anos entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico. Cólicas intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias durante o período menstrual estão entre os principais sinais de alerta.

No Brasil, os atendimentos relacionados à endometriose cresceram cerca de 30% na Atenção Primária entre 2022 e 2024, refletindo uma busca maior por diagnóstico e tratamento. Especialistas alertam que, nos casos de endometriose profunda, a doença pode atingir órgãos como intestino, bexiga e ureter, exigindo acompanhamento multidisciplinar e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos complexos.

De acordo com médicos especialistas, exames como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética ajudam a identificar a extensão da doença e definir a melhor estratégia de tratamento. O acompanhamento também pode envolver profissionais de reprodução humana, já que a preservação da fertilidade é uma preocupação importante para muitas pacientes. A principal orientação é que dores incapacitantes não sejam normalizadas e sejam investigadas o quanto antes.

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