Desigualdade salarial entre homens e mulheres cresce no Brasil, aponta relatório
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado em empresas com 100 ou mais funcionários. O índice consta no 5º Relatório de Transparência Salarial e representa um aumento em relação a 2023, quando a diferença era de 20,7%, mesmo após a criação da Lei da Igualdade Salarial.
Segundo o levantamento, baseado na Rais, o salário médio das mulheres foi de R$ 3.965,94, enquanto o dos homens chegou a R$ 5.039,68. A mediana também evidencia a disparidade: R$ 2.105,20 para elas contra R$ 2.455,70 para eles. Apesar disso, houve avanço na participação feminina no mercado de trabalho, com crescimento de 11% na presença das mulheres, o que elevou a massa de rendimentos de 33,7% para 35,2%, ainda abaixo dos 41,4% que representam sua participação no emprego.
O número de mulheres empregadas também aumentou, passando de 7,2 milhões para 8 milhões, com destaque para o crescimento entre mulheres negras, indígenas e vítimas de violência. Além disso, cresceu o percentual de empresas que afirmam promover mulheres, indicando avanços institucionais. Ainda assim, especialistas apontam que reduzir a desigualdade salarial segue como desafio, exigindo políticas mais efetivas para garantir equidade no mercado de trabalho.
Com informações: IstoÉ Dinheiro





