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Estudo aponta riscos cardíacos tardios em sobreviventes de câncer de mama

O avanço dos tratamentos contra o câncer de mama tem aumentado a sobrevida das pacientes, mas um estudo recente publicado no Journal of the American Heart Association revela um efeito silencioso: mulheres submetidas a determinadas terapias podem desenvolver alterações cardiovasculares anos após o fim do tratamento, mesmo quando exames indicam funcionamento normal do coração.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), em parceria com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), além de instituições internacionais. O estudo analisou mulheres tratadas com medicamentos como doxorrubicina e trastuzumabe, identificando uma hiperatividade do sistema nervoso — cerca de 31% maior que em pessoas saudáveis —, condição que impacta diretamente a circulação e o organismo.

Entre os principais achados estão a redução de 26% na capacidade de realizar exercícios físicos e o enrijecimento dos vasos sanguíneos, dificultando o fluxo sanguíneo. Mesmo com a função cardíaca preservada, foram detectados sinais de desgaste no corpo, como estresse oxidativo e alterações no sangue, que não aparecem em exames convencionais. Os resultados reforçam a importância do acompanhamento cardiovascular contínuo em pacientes que já enfrentaram a doença.

Com informações: Notícias ao Minuto

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