Anti-inflamatórios exigem cuidado com riscos à saúde
O uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica tem acendido um alerta entre especialistas devido aos riscos à saúde, principalmente para os rins e o coração. Medicamentos como Ibuprofeno, Diclofenaco e Naproxeno são amplamente utilizados para dores comuns, mas podem causar danos quando usados de forma indiscriminada. Dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade apontam que cerca de 90% dos brasileiros praticam automedicação, o que aumenta significativamente os riscos de efeitos adversos.
O perigo se intensifica quando esses medicamentos são combinados com outros, como diuréticos e remédios para pressão arterial, formando a chamada “tríade perigosa”, que pode comprometer a função renal. Além disso, associações com medicamentos para diabetes, anticoagulantes e outras substâncias podem provocar complicações como sangramentos, perda da eficácia de tratamentos e sobrecarga nos rins. Especialistas explicam que os anti-inflamatórios interferem na circulação sanguínea dos rins, reduzindo sua capacidade de filtração, o que pode levar a insuficiência renal, especialmente em pessoas com doenças crônicas ou idade avançada.
Além dos impactos renais, o uso prolongado também afeta o sistema cardiovascular, podendo elevar a pressão arterial e aumentar o risco de eventos como infarto. Os efeitos ainda podem atingir o estômago e o fígado, causando úlceras e inflamações. Como a doença renal pode evoluir de forma silenciosa, muitos pacientes só percebem os danos em estágios avançados. Por isso, especialistas recomendam cautela, uso na menor dose possível e por curto período, além de reforçarem que o tratamento ideal deve sempre focar na causa da dor e não apenas no alívio imediato dos sintomas.
Com informações: Folha de São Paulo





