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Estudo aponta que caminhar pode retardar avanço do Alzheimer

Um novo estudo da Nature Medicine sugere que dar alguns passos a mais por dia pode fazer diferença significativa na saúde cerebral. Pesquisadores da Mass General Brigham, nos Estados Unidos, acompanharam cerca de 300 adultos com risco precoce de Alzheimer e observaram que aqueles que caminhavam entre 3.000 e 5.000 passos diários apresentaram um declínio cognitivo três anos mais lento. Já quem dava de 5.000 a 7.000 passos diários mostrou um atraso médio de sete anos no avanço dos sintomas.

A pesquisa faz parte do Estudo do Envelhecimento Cerebral de Harvard, iniciado há 15 anos, e mostrou que pessoas mais ativas tinham acúmulo mais lento de proteínas associadas à doença, como a beta-amiloide e a tau. Embora os cientistas ressaltem que os resultados indicam apenas uma associação — e não uma relação direta de causa e efeito —, eles reforçam que até mesmo atividades físicas leves podem beneficiar o cérebro e retardar a progressão do Alzheimer.

Para os especialistas, a explicação pode estar na melhora da circulação e na redução de inflamações provocadas pelo exercício. A neurologista Wai-Ying Wendy Yau, autora principal do estudo, destaca que o segredo está na constância: “Cada passo conta. Mesmo pequenas doses de movimento diário ajudam na saúde cerebral”. Os pesquisadores agora buscam entender se a intensidade e o tipo de atividade física influenciam ainda mais na proteção contra o declínio cognitivo.

Com informações: Folha de São Paulo

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