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IA acelera busca por novos medicamentos

A humanidade enfrenta um avanço preocupante da resistência bacteriana, tornando antibióticos cada vez menos eficazes. Atualmente, cerca de 1,1 milhão de pessoas morrem por ano devido a infecções antes facilmente tratáveis, e a projeção é que esse número ultrapasse 8 milhões até 2050. Diante da lentidão no desenvolvimento de novos remédios e do baixo investimento da indústria farmacêutica, pesquisadores têm recorrido à inteligência artificial para acelerar descobertas e ampliar alternativas terapêuticas.

Estudos liderados por James Collins, do Massachusetts Institute of Technology, mostram que a IA pode analisar milhões de compostos químicos em poucos dias, identificando substâncias com potencial antibacteriano. A tecnologia já possibilitou a descoberta de novos compostos promissores contra bactérias altamente resistentes, como Staphylococcus aureus resistente à meticilina e Neisseria gonorrhoeae. Além disso, a IA vem sendo aplicada no estudo de doenças complexas como o Parkinson, permitindo avanços na identificação de moléculas capazes de atuar em processos ainda pouco compreendidos.

Outro destaque é o uso da IA para redirecionar medicamentos já existentes, reduzindo custos e tempo de desenvolvimento. Casos como o do pesquisador David Fajgenbaum demonstram o potencial dessa abordagem, ao utilizar um fármaco já conhecido para tratar uma doença rara. Apesar dos avanços, especialistas alertam que a IA ainda atua principalmente nas fases iniciais da pesquisa e que desafios como acesso a dados e testes clínicos continuam sendo barreiras para que novos tratamentos cheguem à população.

Com informações: Folha de São Paulo

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